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Casamento, na visão sistêmica.
01.08.21
Lucy Arantes

Casamento, na visão sistêmica.

Casamento, na visão sistêmica.

Vamos iniciar pelos que decidem ficar sozinhos, não se casar, cada um de nós se estivermos completos, na nossa energia yang e yin – estaremos inteiros, completos com nosso lado masculino e feminino, isso significa que tomamos e respeitamos o pai, e a mãe que há em nós. Para ficar bem sozinho, precisará integrar a energia no caso da mulher, a energia masculina, o pai e no caso do homem, precisará integrar a energia feminina, a mãe, só assim estará completo e pleno na sua escolha, caso contrário sempre sentirá a falta, a solidão, e se perceberá incompleto e insatisfeito.

Os relacionamentos afetivos, iniciam quando sentimos falta e buscamos no outro o complemento, para que esse encontro de almas aconteça, o homem precisa estar conectado com sua energia masculina e a manter, e a mulher estar conectada com a sua energia feminina e a manter, só assim acontecerá a complementariedade.

Este vínculo será indissolúvel, sempre o levaremos como parte da nossa alma, por isso o processo de separação é tão dolorido e difícil, causa dor e culpa e para os que se casaram pela segunda, terceira e outras vezes, observa-se que a cada rompimento, a dor e culpa, são menores em função do primeiro e dolorido vínculo e os rompimentos subsequentes, também permanecerão na nossa alma.

No entanto, mesmo com vínculos anteriores, a nossa relação atual pode dar certo, desde que respeitemos e honremos as relações anteriores, quando os rompimentos são desastrosos, sem amor e sem respeito, os conflitos serão levados para o novo relacionamento, e por estar vinculado negativamente, não está totalmente disponível para o outro, por isso as chances de romper o segundo relacionamento aumenta.

Bert Hellinger, observou que o grupo familiar se comporta como se tivesse uma alma comum, velando para que o equilíbrio se mantenha em gerações, se alguém for prejudicado, essa alma elegerá, aleatoriamente, um descente para compensar esse desequilíbrio, e este permanecerá emaranhado com seu antepassado, por semelhança ou oposição, repetindo o padrão de comportamento do antepassado., trazendo à tona o desequilibro em busca da compensação, no entanto, este processo é inconsciente e normalmente só repetimos o padrão.

Se o casamento é baseado no amor e está equilibrado, ambos querem e concedem o amor um ao outro, e o sexo é a forma de consumar o casamento. O sexo está a serviço da vida, é um instinto irresistivelmente poderoso, mesmo diante de obstáculos leva a vida adiante.

O equilíbrio numa relação amorosa se dá pelas trocas, se o homem presenteia sua mulher, ela se sente na obrigação de presenteá-lo preferencialmente com algo um pouco melhor, assim a posição de superioridade irá se alternando e consequentemente aproximando mais o casal.

O equilíbrio se dá tanto na troca do positivo ou do negativo.

Porém quando recebemos algo ruim, como uma traição, para manter o equilíbrio, podemos fazer de duas formas: a primeira é compensar positivamente, acrescentar algo de bom reparando, de forma que transforme a relação; a segunda possibilidade é dar um troco, um pouco menor, de forma que o outro receba um pouco do mal que nos causou. No entanto se o parceiro prejudicado não quiser dar o troco, o equilíbrio não será possível, porque um será culpado e outro inocente, um estará acima e outro abaixo, no entanto, se dermos um troco muito pior do que recebemos, esta é a forma de romper o relacionamento rapidamente, porque o outro irá desejar o mesmo.

Quando um dá mais que o outro, a posição será de superioridade e inferioridade, e essa relação será fadada ao fracasso, um dos parceiros se sentirá devedor e isso dificultará o equilíbrio.

A fase mais plena da vida é quando vivemos um amor, em sua totalidade, nascemos, crescemos amadurecemos e na fase adulta, buscamos a realização através do relacionamento bem-sucedido como casal, e vamos servir a vida, gerando uma vida.

Referências:

Hellinger, Bert. Constelações Familiares: o reconhecimento das ordens do amor. São Paulo: Cultrix, 2.007.

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